Qual foi o seu gatilho? Em busca da origem do distúrbio alimentar

É possível que você se lembre do momento da sua vida em que o distúrbio teve início. Já identificar a causa raiz pode ser mais difícil. Isso acontece porque é fácil buscar na memória a primeira vez em que sentiu o alívio em meio às desordens psíquica, emocional e física as quais o seu corpo estava submetido. Assim, não é difícil lembrar o quanto você se sentia “sem saída” e, de repente se deu conta de como aliviar aquela angústia, e, assim, literalmente, conseguir encontrar uma luz no fim do túnel. E, ao encontrar esta saída dentro do seu próprio corpo, vê, neste momento, a oportunidade de retomar a tranquilidade perdida.

Nossa mente registra o momento que o nosso corpo entra em contato com tal sensação de liberdade, por isso, lembrar-se disso é mais fácil do que alcançar a causa do transtorno, ou seja, o que de fato lhe fez precisar recorrer a este mecanismo sob situação de estresse agudo à qual seu corpo e mente se encontravam. Ou seja, as experiências da vida pelas quais passamos não são a causa para o desenvolvimento do transtorno, mas, sim, o gatilho para um corpo e uma mente que já se encontram sob um estado de desequilíbrio tão grande, que são capazes de desencadear distúrbios que envolvem tais mecanismos. Assim, ao olharmos a situação mais de perto, enxergamos que o distúrbio alimentar foi uma maneira que o seu corpo encontrou de lidar com uma situação interpretada pela sua mente como forte demais para suportar sozinha.

Leave a Reply

Your email address will not be published.