Nutrição Infantil

Como melhorar o comportamento alimentar do meu filho?

No meu trabalho com crianças, percebo que muitas mães lutam para que seus filhos melhorem a relação com a comida. O relacionamento com a comida é construído desde muito cedo. A criação de um ambiente favorável e o estímulo ao envolvimento com este momento são apenas o ponto de partida para melhorar a relação da criança com a comida.

Por isso, em minha abordagem, levo em consideração a sensibilidade apresentada por cada criança, pois este olhar é fundamental para que os pais se conectem com os seus filhos e se coloquem em seus lugares. A partir daí, inicia-se o processo de mudança desejado.

O trabalho tem a missão de ajudar pais e mães a serem agentes transformadores na relação dos seus filhos com os alimentos. Valorizamos, antes de tudo, o amor que envolve esta relação, pois sabemos como esta força é poderosa e transformadora.

Conheça o Projeto de Nutrição Comportamental Infantil:

Módulo 1:

  • Neofobia alimentar:
    Entendendo a relação entre o medo de experimentar alimentos novos e a dificuldade de estabelecer o sentimento de confiança.
  • Restrições alimentares:
    Como restringir alimentos pode levar à uma compulsão alimentar tardia.
  • A importância do envolvimento com o preparo dos alimentos:
    A criança trabalha a confiança para se alimentar quando entra em contato com o processo de preparação da comida, pois cria familiaridade e associa este momento ao prazer.

Módulo 2:

  • Crianças seletivas:
    Entenda porque insistir para que a criança coma não é o caminho e como este ato pode levar ao sentimento de aversão em relação à comida.
  • Pais controladores:
    Como a falta de confiança dos pais na capacidade de auto regulação alimentar da criança pode interferir nas percepções de fome e saciedade?
  • Ambiente familiar estressante:
    Como a tensão gerada no momento do comer pode aumentar os níveis de hormônios que reduzem o apetite e fazer com que a criança desenvolva mecanismos de fuga do momento do comer?

Módulo 3:

  • Comportamento Alimentar:
    Por que dar importância ao comportamento do seu filho e procurar enxergar como ele se sente mais à vontade: comer sozinho ou acompanhado, em quais horários, tipo de ambiente criado?
  • Comedor Competente:
    Como desenvolver as competências alimentares necessárias para comer com tranquilidade, de acordo com cada situação?
  • Dizer não pode estar repleto de amor:
    Como fazer com que a criança perceba este gesto como um ato de cuidado e como fazer com que o “não” amoroso faça com que a criança desenvolva o autocuidado ao longo da sua vida.

Módulo 4:

Como ser autoridade sem ser autoritário?

  • Autonomia da criança:
    Dar permissão para que a criança entre em contato com o alimento é validar a autonomia dela. Por que estimular esta relação é importante para que a criança tenha uma postura mais confiante diante da vida?
  • Por que uma criança “belisca”?
    Fome emocional, tédio, angústia, incômodo: o que esta criança está buscando? O que está por trás deste ato?
  • A delicada relação entre mãe e filha:
    Aceitação corporal, auto estima, relação com a comida, modelo a ser seguido ou aversão ao modelo?
  • Sensação de pertencimento:
    família é o grupo do qual eu me sinto parte. Quando esta sensação não está clara, podemos ter, como consequência,os transtornos alimentares.