Neofobia Alimentar: Você tem medo de quê?

Neofobia Alimentar você precisa ajudar seu filho a criar coragem para lidar com os alimentos.

Muitas crianças, hoje, têm uma alimentação pouco diversificada, o que traz prejuízo às suas necessidades nutricionais.

Diante deste quadro, os pais investem em maneiras de tentar fazer com que os filhos tenham um cardápio mais variado e nutritivo.

Porém, é grande a dificuldade que os pais encontram em quebrar a resistência das crianças em experimentar novos alimentos.

Muitos fatores podem estar por trás desta resistência. Um destes é a neofobia alimentar, ou seja, o medo de experimentar alimentos novos.

Este medo pode estar relacionado às primeiras experiências com os alimentos que a criança teve.

Um ambiente estressante, marcado por discussões à mesa.

Uma imposição ou ansiedade dos pais para que a criança coma determinado alimento são alguns exemplos que podem fazer com que a criança desenvolva este medo como um mecanismo de defesa que ela mesma cria.

Muitas vezes, este mecanismo de defesa é inconsciente em um primeiro momento, pois, na infância, a capacidade de racionalizar e de trazer para o consciente o que se está sentindo ainda não está totalmente formada.

Para começarmos a trabalhar esta questão da neofobia alimentar, é necessário trazer à tona as experiências envolvendo os alimentos pelas quais a criança passou.

Esta é uma maneira de fazer com que estes momentos possam ser revisitados com um outro olhar.

Com isso, é possível criar uma maior separação entre o que realmente aconteceu e os sentimentos aflorados durante o episódio.

Neste momento, é importante, para a criança, que o profissional especializado em neofobia alimentar, a ajude a dar um novo significado para o que aconteceu.

Isso pode ser feito com a apresentação de uma nova interpretação para o que a criança, naquele momento, internalizou como resultado da experiência.

Com a ressignificação dos acontecimentos, muitas vezes caracterizados por traumas que desencadeiam a posterior a neofobia alimentar, as crianças começam a se “libertar”.

Elas se ‘libertam’ de pensamentos que as afastam do universo dos alimentos e passam a olhar a sua nutrição com mais cuidado, envolvimento e prazer.

Este é o início do contato com um mundo novo e, até o momento, desconhecido para ela.

Ao abrirem-se ao contato com os alimentos, o comportamento, antes caracterizado pela aversão ao assunto e pelo afastamento da forma como a criança se alimenta, começa a mudar.

Assim, a criança consegue passar de um estado comportamental e psíquico em que se encontra para outro.

Este movimento é um dos parâmetros de mudança de comportamento alimentar, que fará com que a criança, aos poucos, desenvolva maior autonomia sobre a sua própria alimentação; assim como percepções ligadas aos aspectos sensoriais dos alimentos.

Com isso, passa a reconhecer novos sabores, cheiros e texturas como descobertas prazerosas.

Portanto, a neofobia alimentar na infância deve ser vista como possível de ser trabalhada e melhorada, o que, por consequência, ajuda na criação de uma relação mais saudável com os alimentos.

Neofobia Alimentar deve ser vista como possível de ser trabalhada e melhorada.
Neofobia Alimentar deve ser vista como possível de ser trabalhada e melhorada.

Além disso, o desenvolvimento de um comportamento alimentar que facilite a adesão à uma alimentação mais variada e nutritiva, resultará em ganhos para a saúde da criança, não só nesta fase da vida, mas também a longo prazo.

O caminho é complexo e desafiador, porém, ao pensarmos que uma criança que ganha consciência alimentar tem toda uma vida para desfrutar dos benefícios que esta pode lhe trazer, temos uma motivação para ajudá-la a começar este percurso nesta fase da vida.

Assim, o autoconhecimento sobre o próprio corpo e a maneira como ele funciona nesta fase da vida podem trazer a esta criança a possibilidade de lidar melhor com possíveis questões que envolvem seus sentidos e sua capacidade de autoconhecimento.

Com isso, a alimentação pode ser vista como uma maneira de aprender a cuidar do corpo que habita.

Entender que é preciso entrar em contato com o corpo e suas inúmeras funções.

Quando isso acontece, a criança tem a chance de melhorar o seu padrão comportamental na medida em que passa a se conhecer melhor através do desenvolvimento da suas consciências corporal e alimentar.

Entre em contato com a Nutricionista Ariane Bomgosto clicando aqui.

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