Anorexia Infantil: um dos desafios da alimentação das crianças

Anorexia Infantil: um dos desafios da alimentação das crianças

Um grande desafio para os pais são as crianças que demonstram pouco ou nenhum apetite na hora das refeições. Com este comportamento, os pais ficam apreensivos e angustiados por acharem que seus filhos irão ter prejuízos no seu processo de crescimento ou no desenvolvimento de seu sistema cognitivo. Diante desta preocupação, os pais acabam recorrendo a recursos que podem ajudar temporariamente, mas que não contribuem para a construção de uma relação saudável com a alimentação ao longo do tempo. Tais recursos variam entre entreter o filho com joguinhos no celular ou no tablet, tentar forçar o filho a comer ou chantagear e persuadir a criança com recompensas como doces, por exemplo.

Diante do impasse em saber que este não é o melhor caminho para ajudar o seu filho e a preocupação relacionada à inapetência da criança na hora das refeições, os pais, muitas vezes, perguntam-se o que estão fazendo de errado, sentindo-se culpados por esta situação. É importante falarmos que algumas crianças têm menos apetite do que outras naturalmente. Isso ocorre, geralmente, com crianças que têm maior dificuldade de se acalmarem e relaxarem diante de situações como a hora de comer e a hora de dormir. Ao investigar os batimentos cardíacos e a quantidade de adrenalina liberada por estas crianças, podemos encontrar uma correlação entre crianças que mantêm seus “estados de alerta” ligados por um maior tempo e uma maior falta de apetite ou desinteresse pela hora de comer.

Tais crianças costumam ser mais sensíveis aos estímulos do ambiente e ao que acontece ao redor delas, alterando com maior frequência ao longo do dia os batimentos do seu coração e o metabolismo do seu corpo. Com esta dificuldade em deixar de responder aos estímulos externos, mesmo nas horas de comer e dormir, tais crianças acabam tendo seu comportamento alimentar comprometido, já que preferem falar à comer na hora das refeições, mantendo sua taxa de adrenalina elevada. Crianças que apresentam esta resposta do corpo também podem ter sua digestão prejudicada, já que a quantidade adequada de sangue que deveria ir para a digestão geralmente é minimizada por causa da manutenção de um estado corporal agitado neste momento.

Algumas crianças podem manifestar a inapetência ainda no primeiro ano de vida, não se envolvendo tanto com as mamadas ou recusando-se a comer na fase de introdução alimentar. Esta característica está muito ligada ao temperamento da criança, que, nestes casos, costuma ser mais obstinado e intenso. Muito sensíveis aos que acontece ao seu redor, estas crianças precisam ser estimuladas a prestar atenção ao alimento na hora de comer para que não tenham prejuízos na percepção dos seus sinais internos de fome e saciedade. Muitas crianças, com anorexia infantil, costumam ser magras pela baixa ingestão de comida, porém, não apresentam um atraso no seu desenvolvimento intelectual, apesar de os pais acharem que seus filhos irão, necessariamente, ter prejuízos em suas funções cognitivas pelo fato de não estarem comendo o suficiente. O que podemos dizer é que a tensão gerada pelo conflito na hora das refeições entre pais e filhos é mais determinante para o prejuízo no desenvolvimento das atividades de produção intelectual das crianças do que a interferência da falta de apetite em tais funções cerebrais.

Por isso, recomendamos que os pais invistam na criação de um ambiente em que tais conflitos sejam minimizados. Naturalmente, estas crianças tendem a ser mais desafiadoras, menos capazes de lidar com o “não” e mais propensas a terem dificuldade de retomar o controle de suas emoções quando sentem que são contrariadas. O comportamento alimentar de crianças com inapetência é intimamente influenciado pelo local em que comem ou por seu estado de saúde. Assim, viagens e restaurantes podem fazer com que estas crianças comam ainda menos, bem como quando ficam doentes.

Portanto, crianças que apresentam o quadro de anorexia infantil, geralmente, ficam abaixo do peso adequado à idade e apresentam baixa estatura. Por terem dificuldade de se acalmar e manterem seus “estados de alerta ligados” com maior frequência, precisam serem estimuladas e treinadas a prestarem atenção à comida para reconhecerem seus sinais internos de fome e saciedade com mais facilidade.Também é importante que os pais identifiquem estas características no seu filho e providenciem medidas que o ajude a melhorar a sua relação com a comida dentro de casa, como a criação de horários regulares para as refeições que o ajudarão a identificar melhor os momentos em que estiver com fome através da percepção da fisiologia da fome do seu corpo, como o “ronco na barriga”.

Para que isso aconteça, a criança deve entender que não poderá comer em qualquer horário, o que deve ser explicado pelos pais. Para crianças inapetentes, aconselho que os pais reúnam diretrizes alimentares e criem um treinamento dentro de casa, já que, em ambientes externos, elas podem ter mais dificuldade de concentração na comida por causa dos estímulos que fazem com que seja mais difícil cumprir os procedimentos acordados.

Com isso, crianças inapetentes podem melhorar o seu comportamento alimentar, desenvolvendo mais prazer em comer e sentar-se à mesa para as refeições. Além disso, tendem a melhorarem seus estados nutricionais e a voltarem a crescerem de forma adequada à idade. Também têm as chances de evitarem o desenvolvimento de futuros transtornos alimentares, como anorexia ou bulimia nervosas.

Serviço:

Autora: Ariane Bomgosto

Nutricionista Comportamental Infantil

Atendimento:

Shopping Downtown – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro

Freguesia – Jacarepaguá – Rio de Janeiro

Consultas: 3171-3171

www.arianebomgosto.com.br

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